quinta-feira, 18 de junho de 2009

Contrate um corretor e garanta uma compra segura

Quem está vendendo um imóvel geralmente firma um contrato com um corretor de imóveis ou com uma imobiliária para oferecê-lo com maior segurança no mercado. Mas poucas pessoas que procuram um imóvel para comprar sabem da importância de firmar um contrato de prestação de serviços com um bom corretor de imóveis para garantir uma compra segura e que não cause problemas no futuro. A tendência é que essa se torne uma prática comum no mercado, já que o consumidor está cada vez mais exigente em relação à capacitação dos corretores.
A compra e venda de imóveis intermediada por um corretor ou por uma imobiliária é uma relação de consumo, por isso é regulada pelo Código de Defesa do Consumidor e pelo Código Civil. Para aumentar a segurança da transação, o consumidor deve assinar um contrato de prestação de serviços com o corretor autônomo ou imobiliária, especificando no texto as características do imóvel que procura e as condições de atendimento. Isso evita que o corretor ofereça algo diferente do que o cliente deseja.
A maioria dos consumidores, porém, desconhece a possibilidade de fazer esse documento. Para o presidente do Sindicato de Corretores de Imóveis em Goiás (Sindimóveis), Antônio Rosa de Mesquita, a assinatura de contrato para fornecimento de consultoria na compra de um imóvel, apesar de pouco usada no mercado, é um instrumento que pode proporcionar maior segurança ao comprador. Ele lembra que o contrato faz o corretor direcionar melhor a procura do imóvel, de acordo com as especificações do documento.
Exclusividade
Hoje, corretores e imobiliárias precisam ter um contrato de exclusividade para negociar o imóvel de um determinado proprietário. Sem esse documento, eles não podem nem anunciar o imóvel no mercado em nome do proprietário. Mas o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis em Goiás (Creci-GO), Oscar Hugo Monteiro Guimarães, lembra que o contrato de prestação de serviço com o cliente ainda é feito apenas de forma verbal. São poucos os que exigem tudo por escrito, afirma.
O corretor costuma oferecer a possibilidade de firmar um contrato com o comprador somente quando o negócio é de grandes proporções para não perder tempo procurando um imóvel sem retorno depois. Mas, como esta é uma forma de proteção para ambas as partes, pois determina as características do imóvel procurado e até o prazo para o corretor encontrá-lo, Oscar Hugo aposta na tendência de aumento da conscientização para a importância do documento.
O corretor Saul Pereira da Costa, há 30 anos no mercado, lembra que a assinatura do contrato de autorização de venda entre o proprietário do imóvel e o corretor ou imobiliária é uma exigência para que tenha exclusividade sobre a venda do imóvel. Ele explica que também é comum a assinatura de um pré-contrato com o cliente quando o corretor encontra um imóvel que atenda às exigências do comprador. Em caso de desistência, o corretor garante o recebimento de honorários. Mas o contrato de prestação de serviço entre corretor e comprador ainda é uma prática comum somente quando o cliente é uma empresa. São raros os casos de pessoas físicas que exigem esse contrato, destaca.

Procure um profissional capacitado
O corretor de imóveis, hoje, já é visto como um consultor imobiliário, com direitos e deveres perante a lei. Mas, para assegurar a qualidade do serviço prestado, é importante que o consumidor procure um corretor devidamente credenciado no mercado. Para se informar sobre a situação de um corretor, o comprador pode acessar o site do Creci, onde é possível obter uma certidão com os registros do profissional.
Se a certidão não sair, é porque existe algum problema com o corretor, alerta o presidente do Sindimóveis, Antônio Rosa de Mesquita. Atualmente, existem cerca de 11 mil profissionais com registro no órgão, mas apenas 4,5 mil habilitados a trabalhar no mercado. Ele lembra que o bom profissional é aquele que, por exemplo, busca os registros do imóvel para conferir se ele tem algum tipo de embaraço.
Para o presidente do Creci-Goiás, Oscar Hugo Monteiro Guimarães, o bom corretor precisa estar antenado com o que acontece no mercado. Além disso, é preciso ter um bom preparo, através de um curso técnico ou superior, que já existe em várias instituições de ensino do Estado. Hoje, o mercado oferece vários cursos de pós-graduação ou especialização e, em breve, será lançado um Mestrado em Desenvolvimento Regional, ligado à área imobiliária, na Faculdade Alves Faria (Alfa). A tendência é que o mercado tenha profissionais cada vez mais capacitados, com mais conhecimento. Queremos ter verdadeiros cientistas do mercado imobiliário, afirma Oscar Hugo.
Para o corretor Saul Pereira, esse profissional precisa ter um bom conhecimento do mercado e transmitir segurança na avaliação do imóvel. Para isso, já há corretores especialistas em determinados tipos de imóveis. Quem trabalha com imóveis de terceiros precisa ter uma visão ampla do mercado.

Veja o que fazer
1 - Firme um contrato de prestação de serviços com o corretor, determinando as características do imóvel procurado, a duração da corretagem, os dias e os horários em que o corretor deve entrar em contato e os dias das visitas. O documento deve ser assinado por duas testemunhas.
2 - Exija do corretor a apresentação do registro no conselho regional da categoria. Para exercer a corretagem, é preciso o diploma de técnico em transações imobiliárias.
3- O bom corretor tem de informar o consumidor sobre a parte negativa de um imóvel, como o agendamento de obras na rua pela prefeitura. A omissão infringe o artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor e pode gerar reclamação.
4 - O corretor deve apresentar certidões negativas de débito, como comprovantes de que não há contas pendentes do imóvel e nem correm ações contra o proprietário que possam resultar em penhora.
5 - Se o corretor não tem o imóvel solicitado, deve entrar em contato com outros corretores ou dizer que não tem o produto desejado.
6 - O bom corretor não agenda mais de quatro visitas a imóveis em um único dia. Só abre exceção se o consumidor insistir que tem fôlego.
7 - O corretor deve orientar seu cliente a não comprar imóveis em determinadas épocas, como no início do ano, quando há um aumento da procura por estudantes.
8 - Evite informar seus números de telefone e endereços de correio eletrônico para o corretor. Combine que é você quem vai entrar em contato com ele.
9 - Não assine nenhum documento sob ameaça de perder o imóvel. A devolução do sinal em caso de desistência é obrigatória.
10 - Não faça uma contra-proposta para comprar o imóvel se você não estiver realmente interessado. Se houver uma cláusula no contrato de contra-proposta que defina multa em caso de desistência, será preciso pagá-la.
Fonte: Jornal "O Popular" - GO por Lúcia Monteiro

terça-feira, 16 de junho de 2009

Anefac: Consumidor deve esperar para financiar imóvel no segundo semestre

SÃO PAULO - De acordo com o vice-presidente da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), Miguel de Oliveira, os juros do financiamento imobiliário devem cair ainda mais e, por isso, a dica para quem pretende comprar um imóvel é esperar mais alguns meses."
As condições de crédito no segundo semestre vão estar melhores. Daqui a dois ou três meses, haverá uma quantidade maior de bancos oferecendo condições melhores, o que possibilita uma competição maior e beneficia os consumidores. Taxas menores, prazos maiores, menor burocracia no sentido de que deve haver uma liberação maior (de recursos)", afirmou à Agência Brasil.
A crise
Sobre a crise que chegou ao Brasil em setembro do ano passado, Oliveira afirmou que, naquela época, os bancos subiram as taxas de juros, encurtaram os prazos de financiamento e passaram a ser mais seletivos, como medidas de proteção quanto ao esperado aumento da inadimplência. Já os bancos públicos, pressionados pelo governo, começaram a emprestar mais.
Com isso, os bancos privados ficaram receosos de perder espaço para os públicos e voltaram a emprestar, gerando uma maior competitividade nesse setor. "Tenho a convicção de que o pior da crise já passou, o que se reflete nas atitudes dos próprios bancos. Se os bancos acreditassem que a situação estaria complicada, não fariam o que estão fazendo agora", disse o vice-presidente, em referência à queda de juros promovida por diversas instituições.
De acordo com Oliveira, alguns bancos aumentaram as taxas de juros durante o momento mais crítico da crise e agora estão voltando ao patamar pré-crise. Mas também houve o caso daqueles que não subiram as taxas e que, com a perspectiva melhor da economia, estão reduzindo.
Selic
Em relação às sequentes quedas da Selic, promovidas pelo Banco Central, Oliveira disse que traz um enorme efeito no custo do financiamento imobiliário, que tem um prazo maior.
Mesmo assim, ele indica que sempre é melhor ao interessado juntar dinheiro para comprar à vista ou para financiar uma parcela menor do valor do imóvel. "Assim, o consumidor economiza com juros. Mas, para aquele consumidor que não é muito regrado, a melhor indicação é o sistema de consórcio, porque vai ter a obrigatoriedade de pagar todo o mês".
Para quem quer aderir a um financiamento, ele indica que pesquisa muito, já que as reduções de taxas de juros realizadas nem sempre se encaixam para todas as modalidades. "O consumidor deve procurar o seu banco e os demais para saber quais são a taxa de juros e os demais encargos. Ele só vai saber onde é mais barato se fizer uma comparação de custos".
Fonte: web.infomoney.com.br - por Flávia Furlan Nunes12/06/09

domingo, 14 de junho de 2009

Construção - Construtoras estão mais otimistas

SÃO PAULO, 12 de junho de 2009 - A 39ª Sondagem Nacional da Indústria da Construção Civil apontou um aumento de 10% no otimismo das empresas em maio com relação à pesquisa anterior de fevereiro. O estudo, realizado pelo SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) e FGV Projetos com o apoio da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), entrevistou 241 empresários da construção em todo o Brasil.

A sondagem atribui essa melhora a um conjunto de fatores, principalmente a série de medidas governamentais favoráveis ao setor, como o "Minha Casa, Minha Vida" e a redução do IPI de alguns materiais de construção. No estado de São Paulo, o pessimismo chegou a abaixar 12% em comparação à sondagem anterior. No entanto, mesmo com esse aumento, o indicador de desempenho atual das empresas da construção ainda está abaixo de 50, considerado desfavorável.

A melhora mais expressiva em todos os tópicos da sondagem foi registrada no item perspectivas de desempenho, que evoluiu 28%. As dificuldades econômicas, entretanto, diminuíram 4% em relação à ultima sondagem, mostrando mais uma vez a expectativa dos empresários na aceleração da atividade econômica nos próximos meses (PINIweb).
Fonte: gazetamercantil.com.br

segunda-feira, 25 de maio de 2009

O vendedor que se planeja é mais produtivo

A vida do vendedor profissional é bastante agitada. Sofre constantes pressões de todos os lados. De um lado, estão os clientes exigindo um atendimento competente, rápido e eficiente na hora de comprar. Do outro, as empresas/patrões cobrando mais vendas, além de terem que executar outras tarefas, viagens, deslocamentos, esperando para serem atendidos nas salas dos compradores etc.
Com isso, as 24 h do dia ficam bastante curtas, não sobrando tempo para mais nada. O trabalho de pós-venda e o investimento em conhecimento, por exemplo, ficam prejudicados. Mas será que se o dia passasse a ter 30 h mudaria muita coisa? Com certeza, não, pois o problema não está no tempo em si, mas na execução de tarefas sem planejamento, sem estabelecimento de prioridades.
Por que o tempo é escasso para alguns profissionais e suficiente para outros? Por que algumas pessoas fazem mais em menos tempo, enquanto outras, por mais tempo que tenham, não conseguem fazer muita coisa?
O que ocorre é que muitas pessoas confundem o senso de urgência com importância. Assim sendo, deixam de fazer o que é importante para executarem o que é urgente, mas, geralmente, sem importância.
Quando se fala em administração do tempo, duas coisas são bastante distintas: o urgente e o importante. O urgente nem sempre é importante assim como o importante geralmente não é urgente. Mas o que acontece é que em vez de se dizer “isto é importante”, “isto é prioridade”, diz-se logo “isto é urgente”, “isto é para ontem”.
A urgência se refere a prazo, requer ação imediata para a execução de algo. Já a importância está relacionada a valor, é o que traz resultados. Saber fazer a distinção entre as duas coisas, é onde está a diferença entre os profissionais de vendas produtivos dos improdutivos.
Para melhor aproveitamento do tempo, o vendedor deve fazer uso da Matriz de Gerenciamento do Tempo ou Matriz da Importância x Urgência, analisando as atividades dos quatro quadrantes, distinguindo o importante do urgente, para adequar-se ao quadrante da eficiência e proatividade.
QUADRANTE 1 - ATIVIDADES IMPORTANTES E URGENTES: É o quadrante das necessidades, da pura crise, da pressão. Os problemas acontecem e têm de ser resolvidos, para que a situação não se agrave mais ainda. Neste quadrante estão os vendedores gerenciadores de crise, os apagadores de incêndio. São os que negligenciam nas metas de vendas e querem atingi-las na última semana do mês, usando de todos os artifícios para vender. As conseqüências são o estresse, ansiedade, fadiga e aborrecimentos.
QUADRANTE 2 - ATIVIDADES IMPORTANTES, MAS NÃO URGENTES: É o quadrante da qualidade, do planejamento. É onde se obtém resultados positivos, pois as atividades importantes geralmente não são urgentes e podem ser planejadas. Agora, quando negligenciadas, viram crises e vão se enquadrar no quadrante 1. O planejamento de vendas é de suma importância, mas não urgente. Mas se não houver um bom acompanhamento na execução passa a ser importante e urgente.
QUADRANTE 3 - ATIVIDADES URGENTES, MAS NÃO IMPORTANTES: Aqui estão as atividades triviais, consideradas urgentes, mas sem valor ou importância. É o quadrante da urgência pura. Muitos profissionais de vendas perdem tempo reagindo a atividades urgentes, como se fossem importantes, quando deveriam agir proativamente sobre o que realmente tem importância. São as ligações de celulares nas reuniões ou diante dos clientes, assim como as mensagens de e-mails sem futuro.
QUADRANTE 4 - ATIVIDADES NEM URGENTES E NEM IMPORTANTES: É o quadrante do desperdício. São atividades agradáveis, mas que não levam a nada, desperdiçando-se boa parte do tempo. É o bate-papo prolongado no cafezinho, falar mal do chefe, da empresa, da concorrência, do mercado em crise, discussão sobre futebol, comentários sobre a cervejada da noite anterior etc.
Na realidade não se administra o tempo, pois ele é igual para todas as pessoas. O que o vendedor deve fazer é gerenciar suas atividades no tempo de que dispõe para executá-las. Para isso, é fundamental estabelecer prioridades na realização das tarefas. Pois prioridade é o que tem importância, tem valor. É sempre bom ter em mente o princípio de Pareto, que diz o seguinte: 80% dos nossos resultados são oriundos de 20% dos nossos esforços.
Fonte: www.artigonal.com - Artigo de Antonio de Pádua Brauna Braga

domingo, 24 de maio de 2009

Vai comprar casa própria? Veja dicas para fazer o melhor negócio possível

SÃO PAULO - Muita gente está pensando em aproveitar as facilidades oferecidas pelos tradicionais feirões realizados pela CEF (Caixa Econômica Federal) para a compra da tão sonhada casa própria.De acordo com o presidente do Ibedec (Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo), José Geraldo Tardin, entretanto, são muitos os problemas que podem ser encontrados neste tipo de compra, como financiamentos negados, imóveis danificados, cobrança de contas em atraso, imóveis ocupados, entre outros.
Cuidados
Para evitar que o sonho da casa própria se transforme em pesadelo, conheça alguns cuidados importantes a serem tomados na hora de adquirir um imóvel.

Imóvel Ocupado: O pior pesadelo que pode existir para alguém que adquire um imóvel por meio de feirão, é comprar uma casa ainda ocupada. Por isso, é muito importante procurar informações no edital ou nos prospectos de venda antes de efetuar a compra e, se estiver ocupado, desistir do mesmo. Isso porque o processo de retirada judicial é bem demorado, podendo, até, não acontecer.Se mesmo assim ainda houver determinação para fazer o negócio, visite a residência e tente conversar com o morador sobre a situação dele e sua disposição para desocupar o local amigavelmente. Se perceber predisposição para brigas, pense duas vezes, pois além dos gastos com a compra, ainda terá que pagar as custas judiciais e os honorários de advogados, caso necessite entrar na Justiça.

Visite o imóvel: Faça uma vistoria detalhada do imóvel que lhe foi prometido e colha a assinatura de quem está vendendo, já que isto vale como prova para a reposição de possíveis itens faltantes ou indenização, em dinheiro, do novo proprietário.

Panfletos e anúncios: Na Justiça tudo vale como prova e é de obrigação do fornecedor cumprir o que foi prometido, por isso é de extrema necessidade guardar panfletos e fazer que tudo que for objeto da negociação conste na proposta de compra, inclusive prazos, taxas de juros, metragem do imóvel e outras despesas.
Orçamento
Em um período de crise econômica como este, em que se reduz a garantia de emprego, torna-se mais arriscado assumir um financiamento de longo prazo sem fazer bem as contas, alerta a Pro Teste - Associação de Consumidores. Portanto, para não tomar uma decisão precipitada e comprometer o orçamento familiar, atente para o seguinte:

- Preço: Uma fase essencial para a compra da casa própria é a que envolve pesquisa de preços. Depois de ter ideia do local, ou mesmo do prédio no qual gostaria de morar, procure avaliar outros imóveis à venda no mesmo prédio ou conjunto, com as mesmas características do qual pretende comprar, a fim de saber o valor de mercado. Também vale consultar o preço médio do metro quadrado da região junto a imobiliárias e corretores, assim será possível estabelecer um valor máximo para a compra do imóvel.

- Taxas de Juros: Também vale a pena fazer uma pesquisa de taxas de juros, já que grande parte dos bancos do país fazem financiamentos para habitação. A taxa de juros varia conforme a renda, o valor do imóvel e do financiamento. Uma boa dica é fazer simulações para encontrar o melhor negócio para o seu perfil, as instituições costumam disponibilizar simuladores em suas páginas na internet.
- CET: Nem sempre a menor taxa de juros representa o melhor negócio, é o CET (Custo Efetivo Total) do financiamento, que nada mais é do que um percentual que mostra o valor total da operação, incluindo todas as taxas administrativas e tributos cobrados pelo banco, que vai apontar se o financiamento escolhido será um bom ou mau negócio, portanto, de olho nele.
- Pendências: Procure certificar-se de que a propriedade não possui nenhuma dívida pendente, como condomínio, IPTU, entre outras. Tais débitos são de responsabilidade do antigo dono e devem ser quitados pelo banco ou pelo vendedor do imóvel, caso contrário, o comprador corre o risco do imóvel está sendo usado como garantia da dívida e este sofrer execução. É importante, segundo o Instituto, que tal fato conste em contrato, assim como a possibilidade do consumidor reter os pagamentos ao vendedor enquanto houver pendências.
Mais dicas
Ainda no que diz respeito ao orçamento familiar, as duas entidades chamam a atenção quanto ao comprometimento da renda e os riscos de se tornar inadimplente.

Renda: O ideal, na opinião do Instituto, é comprometer, no máximo, 15% da renda. Não caia na tentação de destinar 30% da renda ao financiamento imobiliário, como orientam algumas instituições, pois o prazo para o pagamento deste tipo de empréstimo costuma ser longo e dificuldades e crises podem ocorrer a qualquer momento e com qualquer pessoa.
Composição de Renda: É comum, hoje em dia, a composição de renda, ou seja, vários membros da família se unem para compor a renda necessária para a aprovação do financiamento. Porém, antes de optar por este dispositivo, pense bem no tamanho do vínculo e da confiança que será necessária entre os envolvidos durante muitos anos. Além disso, as pessoas devem lembrar que ficarão obrigadas ao pagamento da dívida até o final, ou seja, a renda estará comprometida caso haja interesse de financiar outro imóvel no futuro.
Prazos: Procure dar o máximo de entrada que puder, além de financiar pelo menor prazo possível, conforme sua capacidade de pagamento, pois quanto maior o prazo, maior ficarão os juros que serão pagos pelo imóvel.
Inadimplência:Lembre-se: na hipótese de atrasar três parcelas do financiamento, o imóvel pode ser levado a leilão, sendo que o comprador pode perder tudo que pagou e ser surpreendido com uma dívida resultante do saldo devedor do empréstimo, se o valor de venda da casa ou apartamento for inferior ao débito.
Fique de olho
Por fim, para não gastar mais desnecessariamente, fique de olho na intervenção do despachante imobiliário, pois, muitas vezes, as despesas deste profissional estão incluídas nos contratos de vendas. Saiba que ela não é obrigatória. Se você mesmo fizer todos os procedimentos burocráticos - o que pode tomar certo tempo -, pode haver uma economia de R$ 500,00 a R$ 1.000,00.
Além disso, é importante considerar os gastos com escritura e ITBI para registrar a transação em cartório, que podem chegar a 3% do valor de mercado atual do imóvel e devem ser pagas à vista, por isso, é bom ter uma reserva em dinheiro e boa compra.
Fonte: InfoMoney - por Gladys Ferraz Magalhâes - 21/05/2009